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O tétano é uma doença infecciosa não contagiosa, causada por toxinas produzidas pela bactéria Clostridium tetani, bacilo anaeróbio obrigatório. Essa enfermidade é de grande relevância na veterinária, visto a alta taxa de morbidade e mortalidade nos animais infectados (Thomassian, 2006; Linnenbrink & McMichael 2006).
Embora o Clostridium tetani possa atingir o homem e todas as espécies de animais domésticos, os equídeos são os mais acometidos. A bactéria encontra-se na forma de esporos e pode ser encontrada no solo, nas fezes, trato digestório, materiais não esterilizados etc. (Gürkan et al. 1999, Quevedo et al. 2011, Almeida et al. 2012). Para que haja infecção é necessária uma porta de entrada, que na maioria das vezes é uma ferida profunda contendo tecidos necróticos. Quando há o fechamento da lesão, promovendo uma situação de anaerobiose, há a instalação da doença(Almeida et al. 2012).
O diagnóstico de tétano é baseado nos sinais clínicos e no histórico de trauma ou lesão. Dentre os principais sinais podemos destacar: espasticidade muscular (rigidez dos membros), dificuldade respiratória grave, sudorese intensa, cauda elevada, sensibilidade aos estímulos ambientais etc. (Steinman et al. 2000). Embora seja uma doença potencialmente fatal, se tratada no início os sintomas regridem por completo, sem maiores consequências ao animal (Kay & Knottenbelt 2007).
O tratamento dessa enfermidade é baseado no uso de relaxantes musculares, antimicrobianos e cura da lesão, além do tratamento de suporte, que envolve a hidratação e nutrição adequada. Quanto ao tratamento antimicrobiano, o princípio ativo mais indicado é a Penicilina, que possui o intuito de destruir a forma vegetativa do Clostridium tetani (SMITH, 2006; WEINSTEIN, 2010).

A sugestão da J.A Saúde Animal para a resolução do tétano é o tratamento com o Diclopen 10 Milhões, antimicrobiano de amplo espectro e ação rápida, à base de uma associação de Penicilina Potássica com Penicilina Procaína e Estreptomicina. Além de ter alta eficácia no combate do Clostridium tetani, possui em sua formulação o Diclofenaco de Sódio, anti-inflamatório não esteroidal que age no combate da inflamação, dor e febre, promovendo maior conforto ao animal enfermo.


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Autores:

Eduardo Henrique de Castro Rezende – Médico Veterinário da J.A Saúde Animal

Prof. Dr. José Abdo Andrade Hellu – Médico Veterinário e Fundador da J.A Saúde Animal

Referências bibliográficas:

Almeida A.C.S. Ribeiro M.G., Paes A.C., Megid J. & Oliveira V.B. Tétano em pequenos ruminantes: estudo retrospectivo dos principais achados clínico-epidemiológicos em 11 casos. Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. 64:1060-1064, 2012.
Gürkan F., Boşnak M., Dikici B., Boşnak V., Taş M.A., Haspolat K., Kara I.H. & Ozkan I. Neonatal tetanus: A continuing challenge in the southeast of Turkey Risk factors, clinical features and prognostic factors. Eur. J. Epidemiol., 15:171-174, 1999.
Kay G. & Knottenbelt D.C. Tetanus in equids: A report of 56 cases. Equine Vet. Educ., 19:107-112, 2007.
Linnenbrink T. & McMichael M. Tetanus: pathophysiology, clinical signs, diagnosis, and update on new treatment modalities. J. Vet. Emerg. Crit. Care, 16:199-207, 2006
Quevedo, P.S., Ladeira, S.R.L., Soares, M.P., Marcolongo-Pereira, C., Sallis, E.S.V., Grecco, F.B., Estima-Silva, P., Schild, A.L., 2011. Tétano em bovinos no sul do Rio Grande do Sul: estudo de 24 surtos. Pesqui. Vet. Bras. 31, 1066-1070.
SMITH, B. P. Medicina Interna de Grandes Animais. Davis: Manole, 2006.
Steinman A., Haik R., Elad D. & Sutton G.A. Intrathecal administration of tetanus antitoxin to three cases of tetanus in horses. Eq. Vet. Educ., 12:237-240, 2000.
Thomassian, A., 2006. Enfermidades dos cavalos. Livraria Varela, São Paulo.
WEINSTEIN, L. Current Concepts: Tetanus. The New England Journal of Medicine, v. 289, n. 24, 1973.

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