O Brasil possui 217,4 milhões de Bovinos, sendo o maior rebanho comercial do mundo (FAO, 2014). Cerca de 10 milhões de cabeças são perdidas a cada ano devido aos parasitas (VIDOTTO, 2002). Dentre estes parasitas, os internos (verminoses), são os maiores responsáveis da menor produção de leite, diminuição do peso, retardo no crescimento, além de ser porta de entrada para outras doenças, causando menor resposta às vacinas e morte de animais (TRAVASSOS, 1950; FREITAS, 1976).

Os prejuízos causados aos animais estão relacionados à ação espoliativa, redução do apetite e do aproveitamento dos alimentos (TRAVASSOS, 1950; FREITAS, 1976). Ademais, as verminoses gastrintestinais são responsáveis por promover distúrbios gastrintestinais, estados convulsivos e prejuízo ao desenvolvimento dos animais (SOUZA, 2013).

As infestações por verminoses normalmente são mistas e compreendem diversas famílias e gêneros de parasitas, sendo que os mais representativos em bovinos são aqueles da família Trichostrongylidae, com destaque para os gêneros Haemonchus spp., Ostertagia spp., Trichostrongylus spp., Cooperia spp. e família Strongylidae, representada pelos gêneros Chabertia spp. e Oesophagostomum spp. (VIVEIROS, 2009).
Dentre as verminoses, os nematoides gastrintestinais são os parasitos mais frequentemente observados (COSTA, 2007; CRAIG, 2008), sendo que estes parasitam os ruminantes e residem no trato gastrintestinal, possuindo em sua maioria, uma evolução semelhante no meio ambiental, diferindo apenas quanto aos efeitos causados sobre o hospedeiro.

Estudos mostram que com a domesticação dos animais, as alterações
ambientais como aumento da densidade populacional, restrição de movimento dos rebanhos e a seleção baseada apenas em características de produção, levaram a um desequilíbrio natural entre parasitas e hospedeiros, favorecendo o aumento populacional de parasitos. Dessa forma, medidas devem ser adotadas a fim de controlar as verminoses e assim, minimizar as consequências decorrentes desses parasitas (CESAR; CATTO; BIANCHIN, 2008).

A sugestão da J.A Saúde Animal para verminoses é o uso de Frigoboi, um Endectocida de alta eficácia que combate tanto os Endoparasitas (verminoses) quanto os Ectoparasitas (parasitas externos). É um produto à base de Abamectina, fármaco pertencente ao grupo das Avermectinas e possui a versão injetável (Frigoboi Produção) e a versão pour on (Frigoboi Facilite).

 

Referências:

CEZAR, A. S.; CATTO, J. B.; BIANCHIN, I. Controle alternativo de nematódeos
gastrintestinais dos ruminantes: atualidade e Perspectivas. Ciência Rural, Santa Maria, v.38, n.7, p. 2083-2091, out, 2008.

COSTA, F. S. M. Dinâmica das infecções por helmintos gastrintestinais de bovinos na região do vale do Mucuri, MG. 2007. 128 f. Dissertação (Mestrado) – Instituto de Ciências Biológicas da UFMG. 2007.

CRAIG, T. M. et al., Gastrointestinal Protozoal infections in ruminants. Missouri: Saunders Elsevier, 2008. p. 91-95.

FAO, Food and Agriculture Organization. Livestock densities. Disponível em: <http://www.fao.org/Ag/againfo/resources/en/glw/GLW_dens.html>. Acesso em 12 set 2014.

FREITAS, M.G. Helmintologia Veterinária. Belo Horizonte: Copiadora e Editora Rabelo & Brasil Ltda, 1976. 396p.

SOUZA, M. F. Recuperação de larvas infectantes, carga parasitária e desempenho de cordeiros terminados em pastagens com distintos hábitos de crescimento. 2013. 107 f. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul. 2013.

TRAVASSOS, L. Introdução ao estudo da Helmintologia. Rio de Janeiro: Revista Brasileira de Biologia, 1950. 173p.

VIDOTTO, O. Estratégias de combate aos principais parasitas que afetam os bovinos. In: Simpósio sobre Sustentabilidade da Pecuária Leiteira na Região Sul do Brasil, 2002, Maringá. Anais do Sul – Leite. Maringá, 2002. p.192-212.

VIVEIROS, C. T. Parasitoses gastrintestinais em bovinos na ilha de S. Miguel, Açores – Inquéritos de exploração, resultados laboratoriais e métodos de controlo. 2009. 104 f. Dissertação (Mestrado) Universidade Técnica de Lisboa – Faculdade de Medicina Veterinária. 2009.

 

Autor:

Eduardo Henrique de Castro Rezende

Médico Veterinário – CRMV-SP 38.327

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