A pecuária bovina é uma das atividades econômicas mais relevantes para o Brasil. Atualmente o país conta com o maior rebanho comercial do mundo, apresentando mais de 200 milhões de animais (IBGE, 2007). A produtividade desse enorme rebanho é ameaçada por vários fatores, dentre eles as verminoses.

É alto o prejuízo causado pelas verminoses em bovinos, muito mais importante que os causados pelos carrapatos e moscas juntos. As perdas são decorrentes as infecções gastrintestinais que provocam principalmente diminuição no ganho de peso, menor conversão alimentar e aumento das taxas de mortalidade, sendo que no Brasil variam de 5% a 10% (BIANCHIN et al., 1996). (HAWKINS, 1993)

Existem diversos gêneros de vermes encontrados no Brasil, porém podemos citar a Cooperia spp., Haemonchus spp., Oesophagostomum spp. e Trichostrongylus spp. como os principais (GUIMARÃES, 1977). O ciclo de vida desses parasitos é direto, não exige a presença de hospedeiros intermediários para que haja infecção em bovinos; além disso, é dividido em duas etapas, uma no animal e outra no ambiente (BEHNKE et al., 2010).

Basicamente o ciclo de vida dos endoparasitas compreende a fase de ovos, que são liberados nas fezes e que em sequência se transformam em larvas, após se desenvolverem, essas larvas, se tornarão infectantes nas pastagens. Uma vez ingeridas, as larvas irão se instalar em regiões específicas trato digestório do animal de acordo com a espécie, o Haemonchus sp., Ostertagia sp. e Trichostongylus axei se fixam no abomaso, já a Cooperia sp., Trichostrongylus colubriformes e Strongyloides sp. no intestino delgado e o Oesophagostomum radiatum no intestino grosso (BEHNKE et al., 2010).

Como forma de controle de parasitas, podemos definir estratégias relacionadas a genética, manejo e nutrição. Quanto a genética, destaca-se a resistência parasitária inerente aos animais de sangue zebuíno. A nutrição também é importante, animais bem nutridos possuem maior resistência imunológica contras as infestações parasitárias. O manejo correto também contribui para a diminuição das cargas parasitárias, a rotação de pastagens por exemplo, diminui a contaminação parasitária dos ambientes e consequentemente do animal.

Mesmo utilizando as formas de controle descritas anteriormente, é essencial para um adequado controle e principalmente combate aos parasitas, o uso de tratamento químico, ou seja, uso de medicamentos antiparasitários. O tratamento estratégico é o mais recomendado, apresenta melhor custo benefício e baseia-se na vermifugação no período seco do ano, momento mais propício para a eliminação dos parasitas internos. Nesse período os vermes estão concentrados no animal e não no ambiente, dessa forma, quando se trata o animal, diminui-se consideravelmente os parasitas no rebanho, sem que os animais sejam reinfestados por parasitas do pasto. (REHAGRO, 2018)

A classe antiparasitária mais utilizada são para os tratamentos são as Avermectinas (DELGADO, F. E. F., et. al, 2009), sendo as Ivermectinas as mais utilizadas dessa classe, que em altas concentrações apresentam alta eficácia e amplo espectro contra as verminoses (CANAVACI, F. H. T., 2006). As Ivermectinas apresentam baixa hidrossolubilidade e elevada lipossolubilidade, o que prolonga o tempo de ação do medicamento, amplia sua distribuição, principalmente nas mucosas abomasal/intestinal e tecido pulmonar, locais de predileção das verminoses. (CAMPBELL, 1989; SPINOSA et al., 1996; EMEA, 2004).

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Autor: Eduardo Henrique de Castro Rezende – Médico Veterinário – J.A Saúde Animal.

 

 

Referências:

BEHNKE, J. M.; BARNARD, C. J.; WAKELIN, D. Understanding chronic nematode infections: evolutionary considerations, current hypotheses and the way forward. Int. J. Parasitol., v. 22, n. 7, p. 861-907, 1992.

BIANCHIN, I.; HONER, M.R.; NUNES, S.G.; NASCIMENTO, Y. A.; CURVO. J.B.E.; COSTA, F.P. Epidemiologia dos nematódeos gastrintestinais em bovinos de corte nos cerrados e o controle estratégico no Brasil. Campo Grande: EMBRAPA – CNPGC, 1996. (Circular Técnica, 24).

CAMPBELL, W. C. Ivermectin and abamectin. New York: Verlang, 1989. p.89-112.

CANAVACI, Flávio Henrique Teixeira. ATIVIDADE ENDECTOCIDA E DESENVOLVIMENTO PONDERAL COMPARATIVOS ENTRE BOVINOS MEDICADOS COM DUAS FORMULAÇÕES DE IVERMECTINA (4,15%). 2006. 28 f. Tese (Doutorado) – Curso de Medicina Veterinária, Unesp, Jaboticabal, 2006.

Controle estratégico de verminoses em bovinos de corte. REHAGRO. Disponível em: <http://rehagro.com.br/controle-estrategico-de-verminoses-em-bovinos-de-corte/>. Acesso em: 25 abr. 2018.

EMEA. THE EUROPEAN AGENCY FOR THE EVALUATION OF MEDICINAL PRODUCTS. Veterinary medicines evaluation unit. Disponível em: <http://www.emea.eu.int/pdfs/vet/mrls/…>. Acesso em: 23 jul. 2004.

GUIMARÃES, M. P. Desenvolvimento das helmintoses gastrintestinais em bovino de corte em pastagem no cerrado. Belo Horizonte: Instituto de Ciências Biológicas da UFMG, p. 81, 1977.

HAWKINS, J.A. Economic benefits of parasite control in cattle. Veterinary Parasitology, Amsterdam, v.46, n.2, p.159-173, 1993.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Censo agropecuário 1995/1996: Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo. Rio de Janeiro, 1998.

SPINOSA, H. S.; GÓRNIAK, S.L.; BERNARDI, M.M. Farmacologia aplicada à medicina veterinária. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1996. 545p.

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