A Rinotraqueíte Infecciosa Bovina (IBR) é um doença infecciosa causada por um vírus denominado Herpesvírus Bovino, sendo um membro da família Herpesviridae (PORTERFIELD,1989).

O animal portador do vírus, mesmo sem necessariamente apresentar sinais clínicos da doença, contém o vírus latente, podendo reativá-lo quando exposto à fatores predisponentes estressantes. O estresse faz com que haja diminuição da resistência imunológica dos animais, reativação do vírus, eliminação desse patógeno e transmissão a outros animais (LEMAIRE et al.,1994). Dentre os fatores de estresse podemos citar o transporte, parto, desmame ou confinamento e pelo tratamento sistêmico com corticoesteróides (RIET-CORREA, 2007)

O vírus geralmente se adentra ao organismo do hospedeiro pelas mucosas respiratórias e genitais, sendo que em alguns casos podem ser transmitidos por aerossóis e secreções corpóreas. A infecção pode-se propagar também por via neural, podendo causar em casos mais graves, uma meningoencefalite (RIET-CORREA, 2007)

O grande prejuízo econômico causado por essa doença é observado pelo retardo no crescimento dos animais jovens, menor produção leiteira, morte embrionária e fetal, abortamento com maior frequência, no segundo e terceiro trimestres de gestação e eficiência reprodutiva reduzida (Barr & Anderson, 1993). A doença é muito comum após o transporte dos animais, principalmente após a entrada de animais em sistemas de confinamento.

Quanto aos sinais clínicos, são classificados de acordo com as formas de manifestação da doença:

  • Forma respiratória: febre, anorexia, aumento da frequência respiratória, dispneia e corrimento nasal seroso ou até mucopurulento;
  • Forma genital: lesões na vulva, vagina, prepúcio e pênis;
  • Forma nervosa: sinais nervosos como depressão, andar cambaleante, convulsões e quedas. Podem ocorrer ainda, anorexia, dificuldade de ingestão de água e alimentos, cegueira e ranger de dentes;
  • Outros sinais importantes: abortos, principalmente em terço final de gestação. Conjutivite, geralmente acompanhada a forma respiratória (RIET-CORREA, 2007).

Pelo fato da infecção pelo Herpesvírus bovino não ter sinais clínicos característicos, a presença da doença só pode ser confirmada pelo diagnóstico laboratorial de isolamento e cultivo do vírus (RIET-CORREA, 2007).

Como forma de prevenção e controle aconselha-se a vacinação do rebanho, visto que esta medida, embora não seja suficiente para impedir a ocorrência da doença, reduz significativamente a incidência da mesma (DONKERSGOED et al. 1991; FENNER et al. 1993).

Outra importante medida para a prevenção e controle dos surtos é a redução do estresse decorrente do transporte, mudanças bruscas na dieta e condições climáticas adversas. No intuito de reduzir esse estresse, pode-se instituir na entrada do confinamento o uso de um medicamento à base de Butafosfan, que irá atuar diretamente na redução do Cortisol (“hormônio do estresse”), sendo que a dose indicada é a de 10ml por animal, via intramuscular ou subcutânea na entrada do confinamento (BARBOSA, et al. 2011).

Como coadjuvante à vacinação, recomendamos o uso do Catofós B12, importante estimulante do metabolismo energético à base de Butafosfan (Fósforo Orgânico) e Vitamina B12. Catofós B12 além de reduzir o cortisol e potencializar as reações metabólicas de produção de energia, estimula o apetite e o sistema imunológico do animal, fazendo com que o mesmo tenha maior resistência a ação, replicação e transmissão do vírus.

Clique aqui e saiba mais sobre o Catofós B12. 😊

 

Autor: Eduardo Henrique de Castro Rezende – Médico Veterinário – J.A Saúde Animal.

 

 

Referências bibliográficas:

Donkersgoed J.V., Babuik L.A. 1991. Diagnosing and managing the respiratory form of infectious bovine rhinotracheitis. Vet.Med. 86: 86-94.

Fenner F.J., Gibbs E.P., Murfhy F.A., Rott R., Studdert M.J., White D. 1993. Veterinary Virology. 2ª ed. San Diego: Academic Press, Cap. 19, p. 337-368.

PORTERFIELD J.S. 1989. Andrewes’s Viruses of Vertebrates. 5 ed. Baillière Tindall, London, p. 293-332.

RIET-CORREA, F.; SCHILD, A.L.; MÉNDEZ, M.C.; LEMOS, R.A.A. Doenças de Ruminantes e Equinos – 2 Edição, 2007.

 

 

 

 

Deixe um comentário