O controle de parasitos em bovinos é muito importante visto que estes causam grandes perdas econômicas devido à queda de produtividade, transmissão de doenças e em alguns casos até a morte. As tentativas de eliminar as verminoses que, na maioria das vezes, são realizadas de forma errônea com o elevado e desordenado uso de medicamentos antiparasitários, também oneram o custo de produção (ECHEVARRIA et al., 1996; VIEIRA & CAVALCANTE, 1999).  Segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Saúde Animal, uma das classes com maior participação no mercado é a de antiparasitários, sendo responsável por 34,3% em 2008 (SINDAN, 2009).

Para prevenir e minimizar as perdas ocasionadas pelas verminoses, recomenda-se a utilização de tratamentos anti-helmínticos estratégicos, que reduzem a mortalidade e aumentam a eficiência produtiva do rebanho (BIANCHIN et al., 1996). O tratamento estratégico baseia-se na vermifugação no período seco do ano, onde há maior chance de eliminação das verminoses, visto que nesse momento os vermes estão instalados sobretudo nos animais e quase nada no ambiente (REHAGRO, 2018). Aproveitando o período de vacinação obrigatória de febre aftosa, recomenda-se o tratamento nos meses de maio, agosto e novembro.

A classe antiparasitária mais utilizada são as Avermectinas (DELGADO, F. E. F., et. al, 2009), sendo as Ivermectinas as mais utilizadas dessa classe. Altas concentrações desse agente proporcionam amplo espectro e alta eficácia contra as verminoses (CANAVACI, F. H. T., 2006). As Ivermectinas por apresentarem baixa hidrossolubilidade e elevada lipossolubilidade, prolongam o tempo de ação do medicamento, ampliando sua distribuição, principalmente nas mucosas abomasal/intestinal e tecido pulmonar, locais de predileção das verminoses (CAMPBELL, 1989; SPINOSA et al., 1996; EMEA, 2004).

A sugestão da J.A Saúde Animal é o uso de Longamectina Premium 3,5%, Ivermectina 3,5%, altamente concentrada e de longa ação.  Seu grande diferencial é conter 100% de B1a, que é a molécula realmente eficaz contra os parasitas, promovendo maior eficácia contra as verminoses e parasitas externos.

 

Autor: Eduardo Henrique de Castro Rezende – Médico Veterinário – J.A Saúde Animal

 

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BIANCHIN, I.; HONER, M.R.; NUNES, S.G.; NASCIMENTO, Y. A.; CURVO. J.B.E.; COSTA, F.P. Epidemiologia dos nematódeos gastrintestinais em bovinos de corte nos cerrados e o controle estratégico no Brasil. Campo Grande: EMBRAPA – CNPGC, 1996. (Circular Técnica, 24).

CAMPBELL, W. C. Ivermectin and abamectin. New York: Verlang, 1989. p.89-112.

CANAVACI, Flávio Henrique Teixeira. ATIVIDADE ENDECTOCIDA E DESENVOLVIMENTO PONDERAL COMPARATIVOS ENTRE BOVINOS MEDICADOS COM DUAS FORMULAÇÕES DE IVERMECTINA (4,15%). 2006. 28 f. Tese (Doutorado) – Curso de Medicina Veterinária, Unesp, Jaboticabal, 2006.

Controle estratégico de verminoses em bovinos de corte. REHAGRO. Disponível em: <http://rehagro.com.br/controle-estrategico-de-verminoses-em-bovinos-de-corte/>. Acesso em: 25 abr. 2018.

ECHEVARRIA, F.; BORBA, M. F. S.; PINHEIRO, A. C.; WALLER, P. J.; HANSEN, J. W. The prevalence of anthelmintic resistance of sheep in Southern Latin America: Brazil. Veterinary Parasitology, v. 62, n. 3-4, p. 199-206, 1996.

EMEA. THE EUROPEAN AGENCY FOR THE EVALUATION OF MEDICINAL PRODUCTS. Veterinary medicines evaluation unit. Disponível em: <http://www.emea.eu.int/pdfs/vet/mrls/…>. Acesso em: 23 jul. 2004.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Censo agropecuário 1995/1996: Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo. Rio de Janeiro, 1998.

Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal – SINDAN. Mercado Veterinário. São Paulo, 2008. Disponível em: <http://www.sindan.org.br/sd/sindan/index.html>. Acesso em: Março 2009.

SPINOSA, H. S.; GÓRNIAK, S.L.; BERNARDI, M.M. Farmacologia aplicada à medicina veterinária. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1996. 545p.

VIEIRA, L. S.; CAVALCANTE, A. C. R. Resistência anti-helmíntica em rebanhos caprinos no Estado do Ceará. Pesquisa Veterinária Brasileira, v.19, n. 3-4, p. 99-103, 1999.

 

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