fbpx

Em nosso novo artigo, vamos falar sobre o controle da dor em equinos, com sua definição e quais as melhores formas de tratamento. 

O que é a dor?

No meio cientifico são comuns pesquisas e discussões a respeito da dor. Antigamente acreditava-se que a dor estava relacionada com a evolução da espécie e que os animais, por serem menos evoluídos, não sentiam dor ou possuíam menos sensibilidade a mesma. Procedimentos clínicos e cirúrgicos eram feitos sem analgesia, provocando intensa dor e desconforto e em alguns casos até a morte (Borja, 2008).

Dentre as várias definições de dor, Sternback (1968) a definiu como: “Uma sensação pessoal e particular de sofrimento físico; um estímulo nocivo que indica lesão ou dano tecidual atual ou eminente; um padrão de respostas que atua para proteger o organismo contra o dano”, enquanto que a Associação Internacional de Estudo da Dor definiu a dor como: “Uma experiência emocional e sensitiva desagradável associada a uma lesão real ou potencial de um tecido”.

É importante ressaltar que existem diferenças quanto a tolerância a dor, sendo que  em equinos são altamente sensíveis, com baixo limiar a dor somática e visceral. A dor somática é denominada como aquela ocasionada em decorrência a lesões, traumatismos ou isquemias, já a dor viceral é causada por distensão ou estiramentos dos órgãos internos (vísceras).

A dor em equinos 

O maior exemplo da causa de dor somática em equinos, principalmente nos animais atletas, são as afecções locomotoras, caracterizadas principalmente pela claudicação. Outros sinais da dor somática característico das enfermidades locomotoras são: alterar o peso entre os membros, reflexo de proteção do membro, distribuição anormal do peso entre os membros, relutância em andar, inquietação, entre outros (GOODRICH, 2008; WAGNER, 2010; ASHLEY et al., 2005; PRICE et al., 2003; JONES et al., 2007).

Em equinos, as enfermidades de origem gastrintestinal, como a cólica por exemplo, são as principais responsáveis pela dor visceral. Os estímulos mecânicos, isquêmicos, químicos e térmicos nessas vísceras gastrintestinais são responsáveis por causar fortes dores abdominais difusas e mal localizadas (ROBERTSON e SANCHEZ, 2010; MEINTJES, 2012; CERVERO e LAIRD, 1999).

Embora a dor seja uma forma de alerta de algum acometimento orgânico, independente da origem, somática ou visceral, ela é prejudicial ao animal, podendo inibir as funções gastrintestinais e reduzir o apetite. A dor ainda pode provocar alterações na frequência cardíaca e respiratória, além de desequilíbrios nos níveis séricos de catecolaminas, beta-endorfinas e cortisol (FLECKNELL, 2008; DRIESSEN e ZARUCCO, 2007; RAEKALLIO et al., 1997; PRITCHETT et al., 2003; PRICE et al., 2003; BUSSIÈRES et al., 2008; GRAUBNER et al., 2010).

Tratamento

Como forma de combate a dor e a inflamação, pode ser administrado anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), que possuem efeitos analgésicos, antipiréticos e anti-inflamatórios. Os AINEs são fármacos que combatem as consequências negativas da inflamação através inibição das enzimas cicloxigenases (WEISSMANN, 1991).

A sugestão da J.A Saúde Animal para o combate da inflamação e da dor em equinos é o uso do Prador, anti-inflamatório não esteroidal inovador, sendo o único do mercado à base de Meloxicam e Dipirona. A associação sinérgica desses dois princípios promove excelente ação anti-inflamatória, analgésica e antitérmica, além de alta segurança gastrintestinal, ideal quando no uso de terapias prolongadas nessa espécie.


Nos acompanhe nas redes sociais!


Autor: Eduardo Henrique de Castro Rezende – Médico Veterinário – J.A Saúde Animal

Referências bibliográficas

GOODRICH, L. R. Strategies for Reducing the Complication of Orthopedic Pain Perioperatively. Veterinary Clinics of North America: Equine Practice, v. 24, n. 3, p. 611-620, 2008. ISSN 0749-0739. Disponível em: <http://www.sciencedirect.com/science/article/B7RM8-4VJKVRD-D/2/8adab5ab04c11e3ce66ff2fd610cc83e >.

WAGNER, A. E. Effects of Stress on Pain in Horses and Incorporating Pain Scales for Equine Practice. Veterinary Clinics of North America: Equine Practice, v. 26, n. 3, p. 481-492, 12// 2010. ISSN 0749-0739. Disponível em: < http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0749073910000659 >.

PRICE, J. et al. Preliminary evaluation of a behaviour-based system for assessment of post-operative pain in horses following arthroscopic surgery. Journal Veterinary Anaesthesia and Analgesia, v. 30, n. 3, p. 124-137, 2003. ISSN 1467-2995. Disponível em: < http://dx.doi.org/10.1046/j.1467-2995.2003.00139.x >.

JONES, E. et al. Neuropathic changes in equine laminitis pain. PAIN, v. 132, n. 3, p. 321-331, 12/5/ 2007. ISSN 0304-3959. Disponível em: < http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0304395907004976 >.

PRICE, J. et al. Preliminary evaluation of a behaviour-based system for assessment of post-operative pain in horses following arthroscopic surgery. Journal Veterinary Anaesthesia and Analgesia, v. 30, n. 3, p. 124-137, 2003. ISSN 1467-2995. Disponível em: < http://dx.doi.org/10.1046/j.1467-2995.2003.00139.x >.

ROBERTSON, S. A.; SANCHEZ, L. C. Treatment of Visceral Pain in Horses. Veterinary Clinics of North America: Equine Practice, v. 26, n. 3, p. 603-617, 12// 2010. ISSN 0749-0739. Disponível em: < http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S074907391000091X >.

MEINTJES, R. A. An overview of the physiology of pain for the veterinarian. The Veterinary Journal, v. 193, n. 2, p. 344-348, 8// 2012. ISSN 1090-0233. Disponível em: < http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1090023312000974 >.

FLECKNELL, P. Analgesia from a veterinary perspective. Br J Anaesth, v. 101, n. 1, p. 121-4, Jul 2008. ISSN 1471-6771. Disponível em: < http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/18424804 >.

DRIESSEN, B.; ZARUCCO, L. Pain: From Diagnosis to Effective Treatment. Clinical Techniques in Equine Practice, v. 6, n. 2, p. 126-134, 2007. ISSN 1534-7516. Disponível em: < http://www.sciencedirect.com/science/article/B7GW6-4PFCGHK-7/2/a3c21796b6573a8ed9b0ef35d53c118d >.PRICE, J. et al. Preliminary evaluation of a behaviour-based system for assessment of post-operative pain in horses following arthroscopic surgery. Journal Veterinary Anaesthesia and Analgesia, v. 30, n. 3, p. 124-137, 2003. ISSN 1467-2995. Disponível em: < http://dx.doi.org/10.1046/j.1467-2995.2003.00139.x >.

PRITCHETT, L. C. et al. Identification of potential physiological and behavioral indicators of postoperative pain in horses after exploratory celiotomy for colic. Applied Animal Behaviour Science, v. 80, n. 1, p. 31-43, 2003. ISSN 0168-1591.

RAEKALLIO, M.; TAYLOR, P. M.; BENNETT, R. C. Preliminary Investigations of Pain and Analgesia Assessment in Horses Administered Phenylbutazone or Placebo After Arthroscopic Surgery. JOURNAL Veterinary Surgery, v. 26, n. 2, p. 150-155, 1997. ISSN 1532-950X. Disponível em: < http://dx.doi.org/10.1111/j.1532-950X.1997.tb01478.x >.

BUSSIERES, G. et al. Development of a composite orthopaedic pain scale in horses. Research in Veterinary Science, v. 85, n. 2, p. 294-306, 2008. ISSN 0034-5288.

GRAUBNER, C. et al. Clinical application and reliability of a post abdominal surgery pain assessment scale (PASPAS) in horses. The Veterinary Journal, v. 188, n. 2, p. 178-183, 5// 2011. ISSN 1090-0233. Disponível em: < http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1090023310001504 >.

BORJA, Mariana Chaparro. Avaliação da dor no pós-operatório de artroscopia em equinos. 2008. 71 f. Dissertação (Mestrado) – Curso de Medicina Veterinária, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, São Paulo, 2008.

STERNBACH, R. A. Pain: a psychophysiological analysis. New York: Academic Press, 1968. p. 95-115.

WEISSMANN, G. The actions of NSAIDs. Hospital Practice, v. 26, n. 8, p. 75-76, 608, 671-672, 1991.

HOCHBERG, MC NSAIDs: padrões de uso e efeitos colaterais. Prática Hospitalar. v. 15, n. 5, p. 167-174, 1989.

PRICE, J. et al. Avaliação preliminar de um sistema baseado em comportamento para avaliação da dor pós-operatória em cavalos após cirurgia artroscópica. Revista Veterinária Anestesia e Analgesia, v. 30, n. 3, p. 124-137, 2003. ISSN 1467-2995. Disponível em: <http://dx.doi.org/10.1046/j.1467-2995.2003.00139.x>.

PRITCHETT, LC et al. Identificação de potenciais indicadores fisiológicos e comportamentais de dor pós-operatória em equinos após celiotomia exploratória para cólica. Applied Animal Behavior Science, v. 80, n. 1, p. 31-43, 2003. ISSN 0168-1591.

RAEKALLIO, M .; TAYLOR, PM; BENNETT, RC Investigações Preliminares da Avaliação da Dor e Analgesia em Cavalos Administrados Fenilbutazona ou Placebo Após Cirurgia Artroscópica. JOURNAL Veterinary Surgery, v. 26, n. 2, p. 150-155, 1997. ISSN 1532-950X. Disponível em: <http://dx.doi.org/10.1111/j.1532-950X.1997.tb01478.x>.

BUSSIERES, G. et al. Desenvolvimento de uma escala de dor ortopédica composta em cavalos. Pesquisa em Ciência Veterinária, v. 85, n. 2, p. 294-306, 2008. ISSN 0034-5288.

GRAUBNER, C. et al. Aplicação clínica e confiabilidade de uma escala de avaliação de dor pós-abdominal (PASPAS) em cavalos. The Veterinary Journal, v. 188, n. 2, p. 178-183, 5 // 2011. ISSN 1090-0233. Disponível em: <http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1090023310001504>.

BORJA, Mariana Chaparro. Avaliação da dor no pós-operatório de artroscopia em equinos. 2008. 71 f. Dissertação (Mestrado) – Curso de Medicina Veterinária, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, São Paulo, 2008.

STERNBACH, RA Pain: uma análise psicofisiológica. Nova Iorque: Academic Press, 1968. p. 95-115.

WEISSMANN, G. As ações dos AINEs. Prática Hospitalar, v. 26, n. 8, p. 75-76, 608, 671-672, 1991.

HOCHBERG, MC NSAIDs: padrões de uso e efeitos colaterais. Prática Hospitalar. v. 15, n. 5, p. 167-174, 1989.

Deixe um comentário