A coccidiose é uma doença infecciosa, causada por protozoários do gênero Eimeria e por isso também conhecida como eimeriose ou curso negro. Essa doença é frequente em ruminantes, sendo mais comum em bezerros e caracterizada principalmente por causar diarreia nos animais parasitados (OLIVEIRA et al., 2007).

Essa enfermidade é responsável por prejuízos importantes, decorrentes da mortalidade de animais jovens e principalmente pelo baixo desempenho dos que se recuperam da doença, reflexo da redução do apetite e consequentemente no desenvolvimento (LIMA, 1980; THOMAS, 1994; LIMA 2004; DAUGSCHIES AND NAJDROWSKI, 2005; ABEBE et al, 2008). Animais jovens sobreviventes a infecção, necessitam de mais tempo, para atingir o peso igual aos demais, da mesma idade e submetidos às mesmas condições de manejo (FOREYT, 1993).

Dentre os fatores predisponentes da doença podemos citar: estresse ambiental, fisiológico e social como desmama, desagrupamento e desnutrição. Todos interferindo na eficiência da resposta imune e responsáveis pela ocorrência de surtos de coccidiose (PARKER et al, 1986; RADOSTITS, 2009). Com o sistema imune debilitado, há a infecção pela ingestão do parasita (oocistos esporulados) junto com a água e alimentos contaminados com fezes. Os oocistos são muito resistentes e em condições favoráveis, podem permanecer infectantes por vários meses no meio ambiente (OLIVEIRA et al., 2007).

A Eimeria destrói as células intestinais parasitadas à medida que ela se desenvolve. Essa destruição causa uma diminuição da capacidade absortiva de água, íons, além de hipersecreção e rompimento de vasos sanguíneos, caracterizado por diarreia de sangue, desidratação, anorexia, apatia e perda de peso. A forma mais severa se manifesta por diarreia sanguinolenta intensa, enfraquecimento rápido e alta taxa de mortalidade (STOCKDALE et al, 1981; RADOSTITIS e al, 2009).

Mais prejudicial ainda, há a forma subclínica, onde os bovinos não demonstram sinais perceptíveis da doença, além de apresentarem redução na ingestão de alimento, baixa conversão alimentar e queda do desempenho produtivo. Esta forma da doença acontece em 95% dos casos (RADOSTITS E STOCKDALE, 1980; DAUGSCHIES AND NAJDROWSKI, 2005; RADOSTITS et al, 2007).

Quanto ao diagnóstico, este deve ser baseado na anamnese que deve associar informações sobre o manejo, sinais clínicos, lesões macroscópicas intestinais à necropsia e exame de fezes (OLIVEIRA et al., 2007).

A rápida identificação e tratamento dos animais acometidos é essencial para o controle da doença e de seus prejuízos, sendo que a Sulfa é a classe antimicrobiana de eleição para o tratamento dessa enfermidade (OLIVEIRA et al., 2007). A sugestão de tratamento da J.A Saúde Animal é o uso do Mastissulfa, medicamento a base de Sulfametoxazol, Trimetoprim e Diclofenaco de Sódio, altamente eficaz no tratamento das Coccidioses.

 

Autor: M.V. Eduardo Henrique de Castro Rezende – J.A Saúde Animal

 

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

ABEBE R, WOSSENE A, KUMSA B. Epidemiology of Eimeria infections in calves in Addis Ababa and Debre Zeit dairy farms, Ethiopia. Int J Appl Res Vet Med 6:24–30, 2008.

DAUGSCHIES, A., NAJDROWSKI, M. Eimeriosis in cattle: current understanding. Journal Veterinary Medicine B: Infectious Diseases and Veterinary Public Health 52, 417–427. 2005.

FOREYT W. J. Coccidiosis and cryptosporidiosis in sheep and goats. In: Smith M. C. Guest Editor. Advances in sheep and goat medicine. The Vet. Clin. N. Am., v.6(3): p. 112-134, 1993.

LIMA J. D. Eimeriose dos ruminantes. In: seminário brasileiro de parasitologia veterinária, II Fortaleza, CE, 1980. Anais… Brasília Colégio Brasileiro De Parasitologia Veterinária, p.79 – 97, 1980.

LIMA, J. D. Coccidiose dos Ruminantes Domésticos. In: XIII Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária & I Simpósio Latino-Americano de Ricketisioses, Ouro Preto, MG, 2004. Rev. Bras. Parasitol.Vet., v.13, suplemento 1, 2004

OLIVEIRA, Pedro Carlos Lucas et al. COCCIDIOSE ENTÉRICA, ASSOCIADA À ENCEFALOPATIA, EM VACA GIR ADULTA (RELATO DE CASO). Ciência Animal Brasileira, Uberaba, v. 10, n. 1, p.322-329, abr. 2007. Trimestral.

PARKER. R.J.; JONES, G.W.; ELLIS, K.J. et al. Post weaning coccidiosis in beef calves in the dry tropics: experimental control with continuous monensin supplementation via intraruminal devices an concurrent epidemiological observation. Tropical Animal Health and Production. v.18, n,04, p. 198-208. 1986.

RADOSTITIS, O. M.; GAY, C.C.; HINCHCLIFF, K. W.; CONSTABLE, P. D. Veterinary medicine: a textbook of the diseases of cattle sheep, pigs, goats and horses. 9ª Ed, Philadelphia: W.B. Sauders, 2007.

RADOSTITS O.M., BLOOD DC, GAY CC. Veterinary medicine. a textbook of the diseases of cattle, sheep, pigs, goats, and horses. Bailliere Tindall, London, Philadelphia, pp 1181–1199. 2009.

STOCKDALE,   P.H.G;  BAINBOROUGH,  A.R.; BAILEY,C.B.  et  al. Some patofisiological changes associated with infection of Eimeria zuernii in calves. Canadian Journal Comparative Medicine.v.45, p.34-37. 1981.

THOMAS HS. “Coccidiosis in calves.” Cattleman. v81: p21-32, 1994.

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