Em sistemas intensivos de produção de leite, é cada vez mais comum deparamos com o desafio de alimentar um animal de alta capacidade, principalmente nos primeiros meses de lactação. O crescente aumento da demanda energética no final da gestação, aliado a uma maior predisposição a mobilização da gordura corpórea e a redução da capacidade alimentar nas últimas semanas pré-parto, são fatores que, quando reunidos, colocam o animal em uma situação de extremo desafio, predispondo-o a vários distúrbios metabólicos e suas consequências. (SCHEIN, 2012)

A Cetose é uma das enfermidades metabólicas mais importantes em vacas leiteiras de alta produção. Ela ocorre em decorrência de uma desordem no metabolismo energético da gordura, durante períodos de aumento de sua utilização no fígado (RIET-CORREA et al., 2001). Com isso há produção de corpos cetônicos, estabelecendo-se a cetose (quando compostos cetônicos excedem o seu uso por parte dos músculos e tecidos como fonte alternativa de energia) (SCHEIN, 2012).

São diversos os prejuízos causados pela Cetose incluindo custos associados à morte, descarte, serviços veterinários, medicamentos, mão-de-obra, diminuição na produção de leite e na taxa de concepção. Doenças comuns de vacas leiteiras, como mastite, metrite, laminite e deslocamento de abomaso, também estão relacionadas ao aumento das concentrações de corpos cetônicos (SCHEIN, 2012). Duffield (1997) observou que em casos de cetose subclínica a queda na produção poderia chegar de 1 a 1,5 litros por dia, e nos casos clínicos perdas de 1,8 a 4,0 Kg de leite por dia (até 28 litros por semana).

O diagnóstico é realizado pelos sinais clínicos e pela determinação de corpos cetônicos no soro a depender o tipo de cetose, clínica ou subclínica (RIET-CORREA et al., 2001). Os sinais clínicos mais característicos da cetose, além do hálito cetônico são: perda de apetite, diminuição na produção leiteira e perda rápida de condição corporal. Embora na maioria das vezes os animais se apresentam apáticos, ocasionalmente podem haver animais excitados.

Mais importante que a detecção da cetose clínica é a detecção da forma subclínica, uma vez que os custos relacionados a essa enfermidade são maiores do que os da forma clínica. Por isso torna-se indispensável o monitoramento preciso e precoce da cetose subclínica (ARAUJO, 2013). A forma mais prática e eficaz é através da mensuração de corpos cetônicos no sangue (BHB).

O tratamento tradicional da Cetose envolve a administração de glicose 50% por via intravenosa, seguido de dose única de um glicocorticoide e ainda o uso de propilenoglicol (RIET-CORREA et al., 2001). A glicose nesses casos é de extrema importância, é ela que irá promover o efeito hiperglicemiante que fará desaparecer os sinais clínicos, aumentando inclusive a produção leiteira na ordenha seguinte em até 10 dL (SCHEIN, 2012).

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Autor: Eduardo Henrique de Castro Rezende – Médico Veterinário – J.A Saúde Animal.

 

Referências bibliográficas:

ARAUJO, Davi Brito de. Monitoramento de doenças metabólicas no periparto – Parte I: Cetose subclínica. 2013. Disponível em: <https://www.milkpoint.com.br/artigos/producao/monitoramento-de-doencas-metabolicas-no-periparto-parte-i-cetose-subclinica-83317n.aspx>. Acesso em: 26 jan. 2018.

DUFFIELD, T.F. Impact of hyperketonemia in early lactation dairy cows on health and production. J. Dairy Sci., v. 92, p. 571–580, 2009.

RIET-CORREA, Franklin et al. Doenças de Ruminantes e Equinos.Campo Grande: Varela, 2001.

SCHEIN, Ingrid HÖrlle. Cetose dos ruminantes. 2012. Disponível em: <https://www.ufrgs.br/lacvet/site/wp-content/uploads/2013/10/cetose.pdf>. Acesso em: 26 jan. 2018.

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