O carrapato Rhipicephalus (Boophilus) microplus, mais comummente conhecido por carrapato dos bovinos, é um ectoparasita hematófago originário da Ásia, sendo o principal ectoparasita dos bovinos. Distribui-se principalmente na região tropical do globo, nos grandes rebanhos bovinos da América, Ásia e Oceania. (JOHNSTON, et al. 1986).

O carrapato dos bovinos acarreta diversos prejuízos econômicos à pecuária (Horn, et. al, 1985), somente um carrapato é capaz de sugar em média 2 a 3 mL de sangue do animal (GONZALES, et. al, 1975), refletindo em grandes perdas na produção de leite e carne, além dos danos ao couro devido as lesões e inflamações de pele nos locais de fixação do parasita (SUTHERST et. al, 1983). Há prejuízos também relacionados a despesas com instalações, mão-de-obra, equipamentos e medicamentos.

Adicionalmente e não menos importante, o carrapato é responsável por atuar como vetor de diversas doenças, como por exemplo a tristeza parasitária bovina, causada por protozoários do gênero Babesia e por uma rickétsia do gênero Anaplasma (GONÇALVES et. al, 1999), caracterizada principalmente por anemia hemolítica e seus sinais clínicos.

O ciclo biológico desse parasita se divide em duas fases, a fase parasitária, que é aquela no qual o parasita está no animal e a fase de vida livre, no qual o carrapato esta no ambiente. As fases da vida desse parasita envolve os estágios de ovos, larvas, ninfas e adultos, demorando em média 21 dias para perpassar por todos esses estágios até que se complete o ciclo (FURLONG et al., 2003).

Assim como todos os parasitas os carrapatos apresentam características biológicas favorecidas em função de condições clímáticas específicas, sendo elas a temperatura e umidade elevada. O controle antiparasitário deve ser variável de acordo com o clima de cada região brasileira, e sua eficiência está ligada a vários fatores, como número de carrapatos na pastagem, altura, tipo e lotação da pastagem, grau de sangue europeu no rebanho, aplicação correta ou não de carrapaticidas, bem como a resistência dos ectoparasitas (FURLONG et al., 2003).

O grupo antiparasitário mais utilizado pelos produtores são as Avermectinas, que promovem a morte dos parasitas através da interrupção da transmissão nervosa e posterior paralisação do mesmo (DELGADO, et. al, 2009). Um dos principais princípios ativos do grupo é a Ivermectina, apresentando eficácia superior a 95% na eliminação dos carrapatos (CANAVACI et. al, 2006).

Como sugestão para o controle e combate dos carrapatos, a J.A Saúde Animal sugere a Longamectina Premium 3,5%, Ivermectina altamente concentrada e de longa ação, apresentando alta eficácia aliado a facilidade no manejo. A dose indicada é 1 ml para cada 50kg de peso vivo por via subcutânea, a critério do Médico Veterinário.

 

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Autor: Eduardo Henrique de Castro Rezende – Médico Veterinário – J.A Saúde Animal.

 

 

 

Referências:

CANAVACI, Flávio Henrique Teixeira. ATIVIDADE ENDECTOCIDA E DESENVOLVIMENTO PONDERAL COMPARATIVOS ENTRE BOVINOS MEDICADOS COM DUAS FORMULAÇÕES DE IVERMECTINA (4,15%). 2006. 28 f. Tese (Doutorado) – Curso de Medicina Veterinária, Unesp, Jaboticabal, 2006.

DELGADO, F. E. E. et al Cattle helminthiasis: farmers perception in Minas Gerais, Brazil. Rev. Bras. Parasitol. Vet., v. 18, n. 3, p. 29 – 33, 2009.

FURLONG, Jonh et al. Carrapato dos bovinos: controle estratégico nas diferentes regiões brasileiras. 2003. Disponível em: <https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/594909/carrapato-dos-bovinos-controle-estrategico-nas-diferentes-regioes-brasileiras>. Acesso em: 04 maio 2018.

Gonçalves P.M., Passos L. M. F & Ribeiro M. F. B. 1999. Detection of IgM antibodies against Babesia bovis in cattle. Veterinary Parasitology. 82: 11-17.

Gonzales J.C. 1975. O controle do carrapato bovino. Porto Alegre: Sulina, 104 p.

Horn S.C. & Arteche C.C.P. 1985. Situação parasitária da pecuária no Brasil. A hora Veterinária. 23: 12-32.

Johnston L.A.Y., Kemp D.H. & Pearson R.D. 1986. Immunization of cattle against Boophilus microplus using extracts derived from adult female ticks: Effects of induced immunity on tick populations. International Journal for Parasitology. 16: 27-34;

Sutherst R.W., Maywald G.F., Kerr J.D. & Siegeman D.A. 1983. The effect of the cattle tick (Boophilus microplus) on the growth of Bos indicus x Bos taurus steers. Australian Journal of Agricultural Research. 34: 317-327.

Young A.S. & Morzaria S.P. 1986. Biology of Babesia. Parasitology Today. 2: 211-219.

 

Foto: Lisa Zins – https://www.flickr.com/photos/lisazins/26987565602/in/photolist-o1q3aR-nYuVEN-o5rK25-TZ36HK-SBZ8iB-cdnNaY-q2PAe6-TRLdE4-GkN8s2-9P8N7U-H7Nk2d-EHm9HW-TgK5Xw-TxQRqs-9Tb1re-f9tCtS-nBJEZG-9SyJSE-Rkmq6U-4VbXS8-4Vgctd-u9ZTD8-vLn8zK

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